Inicio a minha participação no blogue falando sobre o alegado caso das escutas do Presidente da República... Ao longo da minha participãção neste blogue não tenciono ser politicamente correcto, irei transmitir sempre a minha opinião tentando que ela se baseie essencialmente no bom senso.
Se é verdade que Cavaco Silva deveria ter falado mais cedo, apagando desde logo a pequena fogueira que originou um fogo que, ao que parece, ainda não se encontra em fase de rescaldo, torna-se mais verdade ainda algo que não se fala nem se comenta por aí que é o lamentável comportamento da comunicação social escrita, nomeadamente jornais.
Os jornais, tal como o resto da comunicação social, encontram-se em situações financeiras deploráveis que tendem a agravar-se devido uma massificação cada vez mais crescente das TIC (tecnologias da informação e comunicação). Esta situação leva a uma outra que é a tática do vale tudo: vale lançar suspeitas em nome de uma pessoa através de outra pessoa; vale quebrar (infringir) códigos deontológicos há muito esquecidos; vale lançar manchetes muito "ruídosas" para se fazer render o peixe distorcendo todos os elementos de modo a criar polémica.
A comunicação social em Portugal (que na sua esmagadora maioria é actualmente e historicamente de
esquerda - tem que se dizer isto sem qualquer rodeio) responsável por aquilo que o país discute e, por isso, tem de assumir alguma elevação na hora de levar a notícia à "populaça". Historietas e
fait divers que só causam polémicas e se baseiam em ditos e desditos não levam o país para a frente, só servem para divertir e entreter os medíocres deste país que não tomam consciência dos problemas do país (muitos deles intrínsecos ao facto de se sermos portugueses).
Todas as notícias que servem unicamente para aumentar o barulho das luzes são totalmente dispensáveis sendo mais útil trazer o debate sério, conciso e rigoroso para cima da mesa com pessoas especializadas nas várias áreas, como forma de contribuição para um Portugal
MELHOR e mais
CONSCIENTE.
Tenho dito...